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sábado, 27 de agosto de 2011

Tic - Tac


Quando á somente silêncio e o tic – tac me desperta. Nem gritos, nem palavras fortes, só o tic – tac que desperta.
Nada poético, nem vibrante, é o som de que não há mais tempo, a minha pele pode sentir...
“Ele vem”
Ele me olha como quem observa, esperando alguma reação, ninguém sabe quando só o pai, nem o filho pode saber o dia, nem os anjos, mas é como se pudéssemos sentir, e aqui só tic – tac que desperta.
Em volta tanta injustiça e medo, um sarcasmo esconde o terror da cidade que não sabe no que acreditar...
Todos correm sem saber ao certo aonde chegar, muitos crescendo com sonhos grandes que quando alcançados ainda não preenche o vazio que existe...
5 minutos se passam, você já leu tudo, fez sua parte, “pensamento vago...”.
Pessoas ainda morrem...Elas ainda gritam, em seus quartos, crianças ainda gemem, estômagos ainda doem...Agora o ponteiro correu um pouco mais, por que você decidiu pensar sobre o que está lendo, mais ele ainda está passando...
Um novo dia nasce, e você esqueceu o som do tic – tac que desperta...
Mas à noite você lembra, talvez você até chore, ou quem sabe até comente com alguém, que o fim ta chegando, mesmo que eles já saibam, isso você sente que é necessário dizer...O tic – tac ele te desperta...
No final você decide que não adianta tudo isso, ou acha que ainda há tempo, ou a melhor de todas, é melhor não acreditar em nada disso e se conformar com o fato de que se isso acontecer, ninguém vai estar aqui pra dizer: “eu não disse...”.
Irônico é o tic – tac que não para...E um dia os teus ouvidos não ouviram mais, ou por que a morte chegou, ou por que a velhice te alcançou, por que o relógio da vida continua, você fazendo ou não alguma coisa...
E daí no fim você se pergunta: e o que será que ela ta fazendo pra dizer tudo isso.
Por que quando somos confrontados, isso é exatamente o que questionamos...E daí formula as melhores desculpas, são poucos que vão ler, entender, e partir para ação, mais se uma só pessoa fizer isso para alguém vai fazer uma grande diferença...Por que nunca foi o número, nunca foi a liturgia, nunca foi o lugar, ou a estratégia...Sempre teve haver com o Amor!

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